sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Sideways (Alexander Payne, 2004) - 9,5


Revisto. E acabo de me apaixonar por esse filme aqui

É bem incrível como ele atira pra vários lados e é certeiro em todos. Ele já é ótimo como um simples road movie focando aquela amizade deliciosa, de opostos inseparáveis, que são unidos por poucas semelhanças, como humor, elegância entre uma e outra coisa a mais, e isso é suficiente pra serem inseparáveis, das duplas mais perfeitas do cinema. Mas daí ele ainda consegue colocar no meio disso e sem destoar todo um oceano de angustia dentro daquele cara, chegando a ser sufocante algumas vezes, como quando ele vira um bonequinho nas mãos da taça, culminando naquela ligação no meio do jantar. Não são muitos os filmes que conseguem passar com tanta eficiência essa sensação de enrugamento interior, e nem muitos atores que passam com tanta força e sensibilidade. Então ainda tem uma simples história de amor de um cara que se apaixona pela garota graças ao que tem em comum, o vinho. Tudo gira em torno do vinho, o amor, a amizade, a vida dele. E mesmo girando em torno de algo tão simples, fica fácil de acreditar pq sentimentos tão complexos e intenso os ligam. E fora que é hilário mesmo, ainda procuro um filme que me faça rir mais do que nesse com a cena em que o Giamatti vai buscar a carteira do amigo. E o legal é que a força dessa cena não está nela simplesmente, ela é hilária não pela força imediata, mas sim pela conexão que conseguimos com o personagem, e devido isso ela se torna o que é, por todo o passado que conhecemos dele, pela personalidade, caracteristica, que acompanhamos até ali. ELE vivendo aquele momento é impagável. Mais diretores deveriam aprender a usar o humor dessa forma.

domingo, 27 de dezembro de 2009

despoluindo - Scarlett Johansson





Top - David Cronenberg


01. Marcas da Violência - 10
02. Crash - 10
03. Gêmeos - 10
04. Senhores do Crime - 10
05. Mistérios e Paixões - 10
06. eXistenZ - 10
07. Spider - 10
08. A Mosca - 10
09. Na Hora da Zona Morta - 8
10. Videodrome - 8
11. Calafrios - 7
12. A Enraivecida na Fúria do Sexo - 7
13. Scanners - 6
14. Stereo - 1
15. Crimes do Futuro - 0

Top - Irmãos Coen


01. Barton Fink - 10
02. Queime Depois de Ler 10
03. Onde os Fracos Não Têm Vez - 10
04. O Grande Lebowski - 10
05. O Homem Que Não Estava Lá - 10
06. Ajusta Final - 10
07. Fargo - 10
08. Gosto de Sangue - 10
09. Na Roda da Fortuna - 8
10. E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? - 8
11. Arizona Nunca Mais - 8
12. O Amor Custa Caro - 6
13. Matadores de Velhinhas - 5

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Star Wars - Uma Nova Esperança (George Lucas, 1977) - 9


Tem coisas que me incomodam nesse filme, pra começar, o começo. Os primeiros 5 minutos são bons, a primeira aparição do Vader, saindo do meio dos soldados imperiais, com a imponência que lhe seria de costume, aquela respiração se misturando com a músiquinha classica do império... putz, não teria como não se tornar um personagem clássico, e o tom de ameaça é passado muito bem. A merda é logo depois, quando os dróides caem em tatooine a coisa chega a feder por um tempo. O pessoal vai me matar, mas eu acho que o episódio 1 consegue passar de forma bem mais interessante a desinteressante vida do anakin do que nesse aqui com a do luke. É um negócio mecânico demais, sem cuidado, sem charme, sem diferencial nenhum. Os caras pareciam estar no piloto automático, totalmente entediados por terem que filmar aquilo já que era importante narrativamente, mas loucos pra pularem pra parte onde o luke aceita a missão, e isso demora muito. O que essa parte é? os dróides fazendo babaquices constrangedoras (po, é a pior parte deles na trilogia), o luke reclamando da vida e etc. parece um harvest moon espacial, muito tempo focado em probleminhas banais do luke. O clima aqui foi muito mal cuidado, e na boa, Luke sem Leia, Solo, Yoda ou alguém ao lado dele, é um personagem totalmente desinteressante. Quando o Obi Wan surge, lá por uns 30 e poucos minutos, as coisas começam a melhorar, mas só começa a ficar bom mesmo no momento em que encontram o Solo. Daí sim, tem alguns dos melhores momentos da saga. Todos os momentos envolvendo a Falcon são ótimos, principalmente ela sendo sugada pelo império, e parando ali, no meio dos lobos. o resgate na estrela da morte então... entre as melhores partes da saga. Mas eu ainda fico triste vendo aquela luta broxante do Vader com Obi Wan. =/ Mas beleza, limitações técnicas, só acho que não precisavam ter contratado o coreógrafo do Lion Man. Agora a parte que me irrita, o final ser limitado aquela batalhazinha de naves e o alvo "acerte aqui! acerte aqui!" que a maior fortaleza espacial do mundo carrega. Sim, claro, o que não pode faltar em uma fortaleza é um local desprotegido que se atingido, destruíria ela por completo. Mas esse absurdo da coerencia não seria problema caso a cena fosse filmada direito, mas tudo ali é bocejante, sensação de jogar um videogamezinho de naves do dynavision. Muito mais legal se tivessem estendido o filme todo na estrela da morte na hora do resgate, fazendo a batalha obi wan x vader como a última coisa do filme antes de alguém mandar tudo pros ares. O climax é muito broxante, sem sal. Resumindo acho o começo meia boca, o final ruim e o recheio delicioso. Na verdade isso não é tããão importante assim, mas é uma pena, pq poderia ser o melhor star wars de todo, ou pelo menos fazer frente com o império contra-ataca que é OP.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Deixe Ela Entrar (Tomas Alfredson, 2008) - 8


Bem bom mesmo. Trata todas as caracteristicas do vampirismo de uma forma "pura", dando o verdadeiro tom do fardo que é carregar, e sem parecer forçado no ambiente do filme que é bastante frio e real. Que olhar da guriazinha, consegue passar um negócio angelical e sanguinário ao mesmo tempo. O cara consegue criar cenas muito boas mesmo, sabe bem como usar uma narrativa mais lenta, um passeio de câmera, criar imagens paradas com força visual forte e etc, sem parecer aquela coisa irritantemente guns vanstesca. o final na piscina é muito bom. Mas mesmo assim, acho que gostei menos que a maioria.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Depois de Horas (Martin Scorsese, 1985) - 10


uou, que scorsa diferente! dos que to acostumado, pelo menos, já que falta muita coisa do cara. Tem um estilão David Lynch, mas em vez de explorar o bizarro de uma forma mais pesadona, que pareça ter saído de um pesadelo, aqui é mais surto mesmo, como se tivesse caído em uma dimensão paralela, parece um gibi que li uma vez do mickey onde ele cai em uma ilha da fantasia, só que aqui tem muita perversão. É como se cada janela daquele espaço abrigasse uma personalidade alienigena, tu se sente orfão o tempo todo, sem a quem recorrer, e isso tudo não no sentido de tensão, mas sim de curtir as bizarrices e onde o cara se meteu. que mundo é esse?! Bah, que Scorsa bom aqui, e engraçado, o melhor dos que já vi disparadaço mesmo.