
re re re re re revisto.
Pra mim o titio nunca esteve tão inspirado com a câmera quanto nesse aqui. Ele cria cenas lindas, fantásticas mesmo, de um arroubo visual que impressiona até em se tratando dele. Não existe uma guerra vermelha, com membros, com corpos... Ele filma uma guerra banhada por luz, por brilho, passando uma sensação de indiferença ao exterminio, como se a beleza do planeta independesse da existência de pessoas ali. É como se quando a pessoa fosse desintegrada aquele mundo ganhasse o verdadeiro realce, como se respirasse melhor, como se os raios de luz ignorassem os gritos de socorro e nascessem imponentes como sempre, brilhassem normal. Colocando os elementos como protagonistas e pessoas como coadjuvates. Pra mim uma decisão consciente e que só fica mais bonita com a explicação final, onde vemos que humanos seriam derrotados não fosse a força do local que os protege. Spielbão aproveita pra mostrar e valorizar as belezas desse lugar quando estamos prestes a perdê-lo, coisa chique.
E é tenso pra caramba. Estranhamente não muito envolvendo as partes dos tripods (que são mais vistosas do que qualquer outra coisa), mas sim quando foca mais o medo x medo, onde a irracionalidade toma conta e uma segunda guerra se cria, de um cada um por si desesperador. A parte do carro é demais, aquela selvageria, pessoas rasgando os vidros com as próprias mãos, tudo para um pouco de chance a mais, mesmo que isso signifique a diminuição de outras pessoas. E tem o lance do porão do Tim Robbins, que pra mim ta entre os melhores momentos que esse cara já criou na filmografia. Bah, esse aqui eu não enjôo nunca mesmo, meu preferido com boa vantagem em relação a qualquer outro.

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