
Uhum, bem bom mesmo. Não sei bem se é exatamente um filme de guerra, se sim, é bem diferente, pra mim é um filme sobre um cara que usa a guerra como escudo argumentativo pra poder viver da única forma que lhe trás alguma felicidade, algum sentido, e o bom é que não fica enrolando nisso, ele é assim pq é. Ele é necessitado por guerra assim como uma pessoa é necessitada por paz, por ter familia, filhos, leva-los no jogo de futebol aos domingos e etc. Tem quem precise disso pra viver, já ele precisa cortar os fios, cuspir no chão, colocar as bolas por cima do pau e chacoalhar até a testosterona entrar em erupção. Impressão que ele vive constantemente com uma trilha de um rock pesadão invadindo os ouvidos. Claro que ele não ta imune aos podres, não é totalmente insensível, mas antes isso do que viver engessado no outro lado do mundo, escolhendo uma caixa de cereais no meio de trocentas. É direto demais, e isso é muito bom. Isso é uma das coisas mais legais do filme, outra é que essa diretora sabe criar um clima de tensão bom demais. Planos abertões, vários lugares pra se cuidar, a bomba, os gestos de quem os observa ao fundo, tentar enxergar além dos olhos dos próprios personagens... aquela cena dos atiradores na casinha é demais po, dos melhores momentos do cinema esse ano, e todas mesmo em que o cara vai tentar desarmar bomba é de contorcer os dedos. Pensei que ia ser menos bom que isso, gostei muito.

Nenhum comentário:
Postar um comentário