
Ta, mesmo vendo poucos do cara já da pra ter uma noção do que esperar de todo o restante da filmografia dele, de todo o seu discurso. Eles são praticamente fragmentos das mesmas idéias: a violência extrema, doentia, semeada pelo ambiente totalmente afetado (e doentio) que cerca tudo. Ele cria um universo próprio, claro, espelhado no nosso, mas amplificado pro horrendo umas 1000 vezes, colocando de lado tudo o que é bom e focando apenas o que não presta, fazendo o erotismo sempre andar de mãos dada com o sadismo, que tudo que excite também enoje, que qualquer possível exitação não fique impune a um sentimento de culpa ou revolta também (ou asco). Ele recria o nosso mundo só com o lado podre dele. E aqui é onde isso vai mais forte. E ele cria a família mais coerente com esse universo, a família mais doente ever. A mãe solta porra por todos os orificios do corpo. O pai vive pra criar o programa mais doentio ever, pro espectador (nós), pra ele, e nada melhor pra isso que filmar a realidade, filmar passionalmente o filho apanhando e sendo mijado por uma gangue qualquer (filho, que desconta tudo arrebentando a mãe de porrada, que o pai assiste passionalmente também), filmar ele comendo a própria filha (filha, que é a personagem menos doentia pq apenas não sente remorso em dar pro pai) e etc. Quem conseguir descrever esse filme sem falar doentio ganha uma beringela no cu. pq o Miike simplesmente mergulha no doentio, e que bom que exista um cara que consiga fazer isso de forma tão... doente.

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