
Outro fantástico do cara, é tanta coisa boa pra se falar. Ele constrói praticamente uma ópera de um amor (quase) reprimido que explode bem no meio daquela selvageria toda, transformando um climão de praticamente caça as bruxas. E é muito boa a forma que ele resolve tratar isso, praticamente com uma inversão de papéis: as mulheres transbordam uma selvageria evidente nos olhares, como se o ódio escorresse pelo seus rostos como um suor, fervendo, enquanto os caras fazem um jogo muito mais elegante, sutil, praticamente como um reconhecimento de campo, e fazendo isso no ritmo de uma dança intimidadora. É como se as frágeis senhoritas de westerns tivessem sido trocadas por dois pilares raivosos e prestes a explodir, como realmente explodem, e os homens construissem seu ambiente de confronto apenas nos espaços que essas concedessem. Spider fight da melhor qualidade. Ah, e isso não tira a classura que é o Johnny com seu violão.
Dos que vi esse > No Silêncio da Noite. E ó que No Silêncio da Noite é OP também.
O Pecado Mora ao Lado (Billy Wilder, 1955)

É bem tri, a melhor coisa é o texto genial, é como se ele praticamente esgotasse as possibilidades de brincadeira que seriam possíveis com o tema. E o Tom Ewell cria um paranóico divertidaço, e a Marilyn Monroe apenas torna tudo extremamente justificável, daquelas que tu se apaixonada até pela sombra.
Aconteceu Naquela Noite (Frank Capra, 1954)

O Capra sabe criar personagens "calorosos", que transbordam carisma, e aqui não é diferente. O Clark Gable é o malandrão rabugento e ciníco que fica impossível não torcer, e a Claudette Colbert a patricinha mimada e sonhadora que fica impossível não se apaixonar. E se isso é feito de forma competente já é o suficiente pra se ter um baita romance, mas quando filmado por um cara que transborda uma doçura quase que ingenua como o Capra, daí leva pro patamar de uma OP e dos melhores romances de sempre. É tão fufi isso aqui.

Um comentário:
Hey, tu não tá dando nota pros filmes :P
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