terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Piranha (Alexandre Aja, 2010) - 4/5


É foda esse Aja, hein? Não tem nos states um cara que faça um gore tão delicioso quanto o dele. Eu me contorcia na cama ao mesmo tempo em que não controlava a risada. O talento que ele tem pra dirigir cenas de selvageria bruta é impressionante. Eu já tinha visto isso em Viagem Maldita (cena do estupro era o ápice até aqui) e nesse ele apenas amplia. A cena do "genocídio" das piranhas contra o grupo de adolescentes imbecis é tanto de uma tensão empolgante quanto de uma imbecilidade hilariante, um momento antológico, o melhor que vi no cinema desse ano. E isso é o mais legal aqui, ele se assume como trash, pega esse rótulo com orgulho e não se desfaz dele em momento algum, ao mesmo tempo em que não abdica de elementos de terror puro, em essência, e os utiliza com uma excepcionalidade que poucos são capazes. Tu não pode assistir esse aqui esperando apenas dar risada despida de qualquer outro elemento, da mesma forma que não pode assistir esperando um terror sério por inteiro. Ele faz mais que isso, ele junta os dois e te lança ambas as emoções na mesma cena, com a mesma intensidade e impressionante êxito. Vários tentaram fazer isso, muitos conseguiram, mas só um outro pra mim se saiu tão bem quando esse: O Iluminado. E não que eu esteja comparando a qualidade ou até forma de condução de ambos os filmes, já que em O Iluminado é o terror classudo com toques de humor sutil , e em Piranha é justamente a extravagância disso. Mas em essência ambos tem essa semelhança, que é fazer tu rir feito idiota enquanto contorce o cu na cadeira.

Lamento muito não ter visto isso em 3D, devia ser divertido demais. Mas com certeza ele funciona, e muito, da forma tradicional.

Um comentário:

Pri Zorzi disse...

Eu achei aquela cena do estupro de Viagem Maldita um tanto de mau-gosto, mas, né, sou menina e cenas de estupro tem um efeito diferente pra mim :P

Pra mim a idéia do filme não chamou muito a atenção, mas até aí hoje em dia nenhuma "idéia" de filme de terror tem qualquer efeito porque todas de alguma forma já foram exploradas, o que conta é a execução. E aí eu já não tenho como avaliar.

Mas o 3D deve ser interessante :P