domingo, 10 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes (Guy Ritchie, 2009) - 5,5


Fraco. Por mais que falem do Guy Ritchie, pelo menos o cara tinha identidade na direção, aqui ele não se diferencia em nada de um Marc Forster, por exemplo. Direção burocrática demais, tanto quando filma a ação, que enche de piadinhas pouco inspiradas, e muitas vezes opta por aquela câmera super lenta pra tentar algo diferente, o que é sói isso, diferente, não necessariamente bom. E também o desenvolvimento da história mesmo, que é como se o cara colocasse o roteiro no colo e começasse a filma-lo. O diretor poderia ser chamado de muitas coisas, mas irreconhecivel seria injusto com ele, mas aqui ele está, e digo isso no mau sentido.

Mas mesmo assim minhas maiores esperanças eu não depositava nele, e sim na duplinha, principalmente no Downey Jr. Outra decepção. Eu pensei que por mais que o filme fosse fraco, frouxo no sentido de direção, pelo menos eu assistira algo no estilo Piratas do Caribe, onde o personagem pudesse deixar tudo mais divertido, o trailer me deu essa impressão. Mas nem. Ele criou uma persona meio Tony Stark, só que bem menos carismática, bem menos inspirada, culpa do texto capenga, e culpa dele também. Não que tenha sido um desastre, ele mais ou menos é melhor que 95% do que tem aí, mas em comparação com ele próprio fica bem abaixo, e também não consegue elevar o status do filme, como o depp fez em piratas, por exemplo. O Jude Law é quem mostra a melhor atuação mesmo, nada de espetacular também, mas o jeitão inglês seco dele agrada mais do que o bebum genial do downey jr. E outra coisa que irrita é isso, a personalida genial totalmente wtf do holmes. É aquele way of life de House em resolver mistérios, mas de forma absurda, artificial. Em vez de tu ficar impressionado com o como ele chegou a tal dedução, tu acha absolutamente ridículo, pq é como se a pessoa tivesse um grão de areia vermelha presa no cabelo, e ele descobrisse o RG, CPF e número da carteira de trabalho dela por isso.

Enfim, o lado bom é que apesar da atuação do Downey não ser extraordinária como de costume, ainda é o Downey, e tem o Law em boa fase também. A dupla tem uma quimica legal, poderiam ter caprichado bem mais, mas conseguem deixar alguns momentos divertidos. Poderia ser um filme bem divertido, mas é divertido apenas.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Guerra dos Mundos (Steven Spielberg, 2005) - 9,5


re re re re re revisto.

Pra mim o titio nunca esteve tão inspirado com a câmera quanto nesse aqui. Ele cria cenas lindas, fantásticas mesmo, de um arroubo visual que impressiona até em se tratando dele. Não existe uma guerra vermelha, com membros, com corpos... Ele filma uma guerra banhada por luz, por brilho, passando uma sensação de indiferença ao exterminio, como se a beleza do planeta independesse da existência de pessoas ali. É como se quando a pessoa fosse desintegrada aquele mundo ganhasse o verdadeiro realce, como se respirasse melhor, como se os raios de luz ignorassem os gritos de socorro e nascessem imponentes como sempre, brilhassem normal. Colocando os elementos como protagonistas e pessoas como coadjuvates. Pra mim uma decisão consciente e que só fica mais bonita com a explicação final, onde vemos que humanos seriam derrotados não fosse a força do local que os protege. Spielbão aproveita pra mostrar e valorizar as belezas desse lugar quando estamos prestes a perdê-lo, coisa chique.

E é tenso pra caramba. Estranhamente não muito envolvendo as partes dos tripods (que são mais vistosas do que qualquer outra coisa), mas sim quando foca mais o medo x medo, onde a irracionalidade toma conta e uma segunda guerra se cria, de um cada um por si desesperador. A parte do carro é demais, aquela selvageria, pessoas rasgando os vidros com as próprias mãos, tudo para um pouco de chance a mais, mesmo que isso signifique a diminuição de outras pessoas. E tem o lance do porão do Tim Robbins, que pra mim ta entre os melhores momentos que esse cara já criou na filmografia. Bah, esse aqui eu não enjôo nunca mesmo, meu preferido com boa vantagem em relação a qualquer outro.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Sideways (Alexander Payne, 2004) - 9,5


Revisto. E acabo de me apaixonar por esse filme aqui

É bem incrível como ele atira pra vários lados e é certeiro em todos. Ele já é ótimo como um simples road movie focando aquela amizade deliciosa, de opostos inseparáveis, que são unidos por poucas semelhanças, como humor, elegância entre uma e outra coisa a mais, e isso é suficiente pra serem inseparáveis, das duplas mais perfeitas do cinema. Mas daí ele ainda consegue colocar no meio disso e sem destoar todo um oceano de angustia dentro daquele cara, chegando a ser sufocante algumas vezes, como quando ele vira um bonequinho nas mãos da taça, culminando naquela ligação no meio do jantar. Não são muitos os filmes que conseguem passar com tanta eficiência essa sensação de enrugamento interior, e nem muitos atores que passam com tanta força e sensibilidade. Então ainda tem uma simples história de amor de um cara que se apaixona pela garota graças ao que tem em comum, o vinho. Tudo gira em torno do vinho, o amor, a amizade, a vida dele. E mesmo girando em torno de algo tão simples, fica fácil de acreditar pq sentimentos tão complexos e intenso os ligam. E fora que é hilário mesmo, ainda procuro um filme que me faça rir mais do que nesse com a cena em que o Giamatti vai buscar a carteira do amigo. E o legal é que a força dessa cena não está nela simplesmente, ela é hilária não pela força imediata, mas sim pela conexão que conseguimos com o personagem, e devido isso ela se torna o que é, por todo o passado que conhecemos dele, pela personalidade, caracteristica, que acompanhamos até ali. ELE vivendo aquele momento é impagável. Mais diretores deveriam aprender a usar o humor dessa forma.

domingo, 27 de dezembro de 2009

despoluindo - Scarlett Johansson





Top - David Cronenberg


01. Marcas da Violência - 10
02. Crash - 10
03. Gêmeos - 10
04. Senhores do Crime - 10
05. Mistérios e Paixões - 10
06. eXistenZ - 10
07. Spider - 10
08. A Mosca - 10
09. Na Hora da Zona Morta - 8
10. Videodrome - 8
11. Calafrios - 7
12. A Enraivecida na Fúria do Sexo - 7
13. Scanners - 6
14. Stereo - 1
15. Crimes do Futuro - 0

Top - Irmãos Coen


01. Barton Fink - 10
02. Queime Depois de Ler 10
03. Onde os Fracos Não Têm Vez - 10
04. O Grande Lebowski - 10
05. O Homem Que Não Estava Lá - 10
06. Ajusta Final - 10
07. Fargo - 10
08. Gosto de Sangue - 10
09. Na Roda da Fortuna - 8
10. E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? - 8
11. Arizona Nunca Mais - 8
12. O Amor Custa Caro - 6
13. Matadores de Velhinhas - 5

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Star Wars - Uma Nova Esperança (George Lucas, 1977) - 9


Tem coisas que me incomodam nesse filme, pra começar, o começo. Os primeiros 5 minutos são bons, a primeira aparição do Vader, saindo do meio dos soldados imperiais, com a imponência que lhe seria de costume, aquela respiração se misturando com a músiquinha classica do império... putz, não teria como não se tornar um personagem clássico, e o tom de ameaça é passado muito bem. A merda é logo depois, quando os dróides caem em tatooine a coisa chega a feder por um tempo. O pessoal vai me matar, mas eu acho que o episódio 1 consegue passar de forma bem mais interessante a desinteressante vida do anakin do que nesse aqui com a do luke. É um negócio mecânico demais, sem cuidado, sem charme, sem diferencial nenhum. Os caras pareciam estar no piloto automático, totalmente entediados por terem que filmar aquilo já que era importante narrativamente, mas loucos pra pularem pra parte onde o luke aceita a missão, e isso demora muito. O que essa parte é? os dróides fazendo babaquices constrangedoras (po, é a pior parte deles na trilogia), o luke reclamando da vida e etc. parece um harvest moon espacial, muito tempo focado em probleminhas banais do luke. O clima aqui foi muito mal cuidado, e na boa, Luke sem Leia, Solo, Yoda ou alguém ao lado dele, é um personagem totalmente desinteressante. Quando o Obi Wan surge, lá por uns 30 e poucos minutos, as coisas começam a melhorar, mas só começa a ficar bom mesmo no momento em que encontram o Solo. Daí sim, tem alguns dos melhores momentos da saga. Todos os momentos envolvendo a Falcon são ótimos, principalmente ela sendo sugada pelo império, e parando ali, no meio dos lobos. o resgate na estrela da morte então... entre as melhores partes da saga. Mas eu ainda fico triste vendo aquela luta broxante do Vader com Obi Wan. =/ Mas beleza, limitações técnicas, só acho que não precisavam ter contratado o coreógrafo do Lion Man. Agora a parte que me irrita, o final ser limitado aquela batalhazinha de naves e o alvo "acerte aqui! acerte aqui!" que a maior fortaleza espacial do mundo carrega. Sim, claro, o que não pode faltar em uma fortaleza é um local desprotegido que se atingido, destruíria ela por completo. Mas esse absurdo da coerencia não seria problema caso a cena fosse filmada direito, mas tudo ali é bocejante, sensação de jogar um videogamezinho de naves do dynavision. Muito mais legal se tivessem estendido o filme todo na estrela da morte na hora do resgate, fazendo a batalha obi wan x vader como a última coisa do filme antes de alguém mandar tudo pros ares. O climax é muito broxante, sem sal. Resumindo acho o começo meia boca, o final ruim e o recheio delicioso. Na verdade isso não é tããão importante assim, mas é uma pena, pq poderia ser o melhor star wars de todo, ou pelo menos fazer frente com o império contra-ataca que é OP.