segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Meu Oscar - 2009




Filme


- Adventureland
- Bastardos Inglórios
- Mother
- Up
- Zumbilândia


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Direção

- Bong Joon-ho (Mother)
- John Hillcoat (A Estrada)
- Pete Docter (Up)
- Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)
- Sam Raimi (Arraste-me Para o Inferno)


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Ator

- Brad Pitt (Bastardos Inglórios)
- Christoph Waltz (Bastardos Inglórios)
- Joseph Gordon-Levitt ((500) Dias Com Ela)
- Viggo Mortensen (A Estrada)
- Woody Harrelson (Zumbilândia)


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Atriz

- Anna Kendrick (Amor Sem Escalas)
- Charlotte Gainsbourg (Anticristo)
- Hye-ja Kim (Mother)
- Marion Cotillard (Inimgos Públicos)
- Mélanie Laurent (Bastardos Inglórios)


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Roteiro

- (500) Dias Com Ela
- Adventureland
- Bastardos Inglórios
- Mother
- Up


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Montagem

- (500) Dias Com Ela
- Arraste-me Para o Inferno
- Bastardos Inglórios
- A Estrada
- Zumbilândia

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Fotografia

- Anticristo
- Bastardos Inglórios
- A Estrada
- A Fita Branca
- Um Homem Sério


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Efeitos Visuais

- 2012
- Avatar
- Distrito 9

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Som

- Bastardos Inglórios
- Distrito 9
- Inimigos Públicos

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Trilha sonora


-(500) Dias Com Ela
- Bastardos Inglórios
- Up




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Distribuição:

01. Bastardos Inglórios - 06
02. Up, Inimigos Públicos, Avatar e A Estrada - 01


Ok, esse ano foi uma barbada. Mas também não tenho culpa do melhor filme do mundo ter sido lançado nele. =P Nos próximos prometo que a distribuição vai ser bem mais equilibrada.

Meu Oscar




Então, vou começar a fazer algo que eu sempre tive vontade de fazer e que a preguiça sempre impossibilitava, que é montar o que seria o meu Oscar, ano a ano. Claro que tem certas coisas que eu não me sentiria muito capacitado a julgar, como maquiagem e figurino, eu realmente não presto muita atenção nisso, então resolvi excluir. Outra categoria que ta fora é direção de arte, essa eu tirei porque normalmente os que se destacam são os filmes de época, até porque eles necessitam de um cuidado especial bem maior. E como não sei se em todos anos eu veja filmes o suficiente que utilizem uma direção de arte mais trabalhada, resolvi cortar, pra não correr o risco de vez ou outra indicar apenas pra preencher buraco. Nas categorias de atuações eu decidi dividir apenas em ator e atriz, indiferente se é protagonista ou coadjuvante. Faço isso porque não vejo muito sentido, pra mim um ator coadjuvante pode se destacar tanto ou até mais que um protagonista. No Oscar original eu até entendo essa separação, já que quanto mais astros reunidos melhor, mas como aqui não tem essa, quero que os melhores concorram com os melhores, não se fragmentem em quatro categorias distintas. E também porque não sei direito diferenciar um protagonista de um coadjuvante, pra mim o Ledger é protagonista em Cavaleiro das Trevas, o Barden é protagonista em Onde os Fracos Não Têm Vez... Então não terei mais esse problema. Edição de Som e Som eu também resolvi transformar apenas em uma: Som. Por que é foda demais diferenciar uma da outra. E essa junto com trilha sonora e efeitos visuais eu vou indicar apenas três por categoria, acho que seria complicado pra mim em todos os anos indicar 5 que se destaquem.

e outra coisa complicada é o lance das datas. O Oscar normalmente julga os filmes do ano anterior, aqui não vai ser assim pra não dar confusão. São aptos pra concorrer os filmes que foram lançados naquele ano.

Isso vai demorar pra caramba pra acabar. Não vai ter datas, vou postando quando tiver vontade, e caso assista um filme diferente que acha válido entrar, eu edito as listas. Então lá vai, o que seria o meu Oscar em cada ano.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Pontypool (Bruce McDonald, 2008)



terrorzinho canadense muito tri esse. Se passa praticamente no mesmo ambiente, que é essa estação de rádio quase que levada nas coxas, e é quase tudo passado na base do sugestionamento. Um surto de loucura, e o locutor fica sabendo isso apenas por terceiros, por meios de comunicação variados, como um aglomerado de pessoas incontroláveis aqui, um surto de canibalismo ali e etc... É passado por pessoas que estão vivendo o acontecimento, e transmitido tanto para espectador quanto para personagem da mesma forma: do ineditismo, da falta de detalhes, etc, e incrivelmente isso é o suficiente pra deixar tudo tenso e instigante, graças ao trabalho sensacional de direção, e ao trabalho sensacional do protagonista. O cara tem uma voz penetrante, ele consegue te deixar focado em cada palavra, o que é essencial pra esse funcionar. Um dos melhores terror da década passada, tranquilo.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Top 10 Ever

Fazia algum tempo que não atualizava meus filmes preferidos, o que é o top que eu mais curto fazer. Então aí vai.

01. Bastardos Inglórios (Tarantino)




02. Pulp Fiction (Tarantino)




03. Eles Vivem (Carpenter)




04. De Volta Para o Futuro (Zemeckis)




05. Onde Começa o Inferno (Hawks)




06. Memórias de Um Assassino (Bong-ho)




07. Marcas da Violência (Cronenberg)




08. O Iluminado (Kubrick)




09. Antes do Pôr do Sol (Linklater)




10. 12 Homens e Uma Sentença (Lumet)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Silk - O Primeiro Espírito Capturado (Chao-Bin Su, 2006) - 8



Esses orientais são estranhos, mas no bom sentido. O que esse chinesinho fez foi bem diferente, ele pega todos os elementos desses terror japoneses no estilo O Grito, O Chamado, O etc, cria um puta climão que não fica devendo pra nenhum desses, e depois praticamente desconstrói tudo, acrescentando um lance meio sci fi descolado. E aí que ta,isso tinha tudo pra ficar deslocado também, meio uma incompatibilidade de estilos ou algo do tipo, mas incrívelmente não. Pelo contrário até, faz ele até se destacar no meio desse sub-gênero meio desgastado. E tem outras coisas boas, a fotografia desse filme é algo que tem que ser comentado, e esse diretor também cria planos de deixar o queixo caído, alguns bem fodas mesmo. E o ambiente principal, a salinha de observação onde o tal espírito é capturado, putz, também é muito bem construída. Os espíritos em geral são muito bem construídos, eles realmente passam um ar bem bizarrão, tirando algumas trasheiras, como a cena que um entra no bolso, mas até isso contribuí pro ar mais cultzinho do filme.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Behind the Mask: The Rise of Leslie Vernon (Scott Glosserman, 2006) - 9,5


Quem curte os slashers tradicionais vai ir a loucura com esse aqui. Antes do que uma homenagem ao gênero ou ao sub-gênero ou etc, é certamente um presente dos mais obrigatórios para os fãs. Só o fato de criar um mundo onde sujeitões como Jason, Freddy, Myers, Chucky, etc, são seres reais, que vivem ou viveram juntos, e sua lenda serve de inspiração para milhares de outros seguidores, já é algo muito legal. Mas daí acompanhar todo o planejamento do ataque pelo ponto de vista do serial killer, vendo como a lenda se transforma, cria corpo, transcorrendo por todos os clichês do gênero... E quando falo isso não é nada no sentido de ridicularização, muito pelo contrário, cada clichêzinho é mostrado com muita paixão, muito respeito, como se fossem rituais de uma mitologia própria (como de certa forma, realmente são). O negócio é que isso aqui, além de respeitar pra caramba a essência dos sleshers, ainda é espirituoso pra caramba, divertido pra caramba. Não tem como não ficar excitado também quando o massacre está próximo de começar, tu fica tão empolgado quanto o mascarado. Achei sensacional.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

The Addiction (Abel Ferrara, 1995) - 9



Não tem como negar que dos filmes do gênero que vi, esse é o que utiliza o discurso mais profundo, mais forte, para tratar do que deve ser o maior dilema dessas criaturas: o alivio do vício em troca de um sacrificio humano. E para tentar responder o Ferrara vai fundo na essência humana, e cavocando nisso o que se revela é algo podre, assustador, e apesar da possibilidade de respostas não ser única, pelo menos é desanimadora na maioria das vezes. O vício abre os olhos, faz com que eles enxerguem o mundo com a insensibilidade que ele merece, que ajam com a frieza que se faz necessário. Isso aqui trás uma das metáforas mais fortes em relação a necessidade de causar o mal, se somos seres essencialmente inclinados pra isso, não seria hipocrisia se esquivar desse sentimento? E será que realmente não somos? E quando digo "ser", é de forma para generalizar a espécie. E nada melhor do que materializar isso com o simbolismo mais óbvio e ainda o mais impactante da vida e morte, o sangue. E o Ferrara realmente valoriza o sangue aqui, o evidência com uma coloração ardida que se destaca mesmo naquela sensacional fotografia em preto e branco. Sim, o discurso desse filme é forte, é interessente, atemporal e não se limita apenas ao tema especificio, ele é muito mais um despidor (wtf?) da alma, essência, que cada um carrega. E isso é muito bom. Agora o que realmente faz eu adorar é esse tom febril para caracterizar o vício, o Ferrara injeta dor neles, faz sofrer, mostra com violência ainda não vista os poréns de aceitar esse ritual, de aceitar a imortalidade, e o que é viver precisando de sangue, consequentemente, de vida, morte. A participação apesar de curta do Chris Walken já seria o suficiente pra colocar o cara no Hall dos melhores atores que pisaram nessa latrina.