
O Argento é um baita de um putão pervertido, e aqui ele joga em limites inacreditáveis a excitação pela carne jovem, inexplorada, e toda a sensualidade que ela pode exalar. E nada melhor pra isso que uma Jennifer Connelly em miniatura e toda gostosinha. A história é uma bosta, a condução dela seria sonolenta, mas o negócio é que fica impossível dormir vendo aquelas coxas branquinhas e jovens, correndo dentro de uma camisola com o ombro estratégicamente descoberto, e os seios no mais perfeito equilibrio entre os doces e delicados de uma criança, com os firmes e excitantes de uma jovem. E o Argento cria um ambiente soturno no sonambulismo apenas como desculpa para um desfile da genuina sensualidade infatil, escorregando a câmera pelos lábios, mãos, olhos, coxas e tudo que se tem mais, criando a imagem de um ser puro por essência mas que carrega consigo, e descarrega, até nos seres mais insignificantes que a rodeiam, um aroma de luxuria que fica impossível correr contra. O que é demais, e aí eu não via a hora do filme terminar pra eu descarregar também.
o filme seria "só" isso até os últimos 30 minutos, por aí (e o que já teria me agradado bastante), mas depois fica MUITO bom, quando ele finalmente surta, usa a trilha animal, joga tudo na merda, cria imagens fantásticas naquele pequeno pedaço de inferno na terra, e cria um ambiente podre, doentio, rodeado por vermes e membros pra revelar o verdadeiro demônio que criou. E pqp, dessa hora em diante fica demais mesmo.

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