
Já no inicio dois caminhos são apresentados: o caminho bom, seguro, correto, que ele mereça (no sentido positivo); e o caminho oposto a tudo isso. E logo no começo já descobrimos que ele não vai ter força pra escolher qualquer um desses, mas sim vai ser jogado no único em que uma pessoa com o coração traumatizado como o dele poderia seguir: o do amor. É um amor errado, corrompido, podre e inevitavelmente comprometido, mas mesmo sendo assim, não significa que não seja amor. E sim, aqui o amor é justamente o vilão, a escolha errada, a que faria ele ser levado novamente para o começo (ou para o mesmo lugar), mas que mesmo assim é impossível de ir contra.
Tudo já está anunciado, a merda já ta escrita, não teria nem iria terminar diferente, e a angustia que ela chegue (e vai chegar) não é menor apenas por termos a consciência disso, pelo contrário, é mais ou menos como colocar um vaso em frente a uma janela e assiti-lo balançando com o vento, com um pouco mais de força ou um pouco mais de tempo ele vai cair, e mesmo sabendo disso é impossível não contorcer o rosto quando ouvir o barulho dos cacos se espatifando. E quando isso finalmente acontece, é só a expressão do Joaquin Phoenix que temos na frente, e nesse momento nos damos conta que estamos vendo talvez a cena mais sufocante de todos os tempos, mas que saberiamos que iria acontecer.
E, de qualquer forma, não consigo dizer se é um final infeliz, ou feliz. É apenas um final.Segundo melhor da década pra mim, fácinho fácinho.

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