Sex and The City 2 (Michael Patrick King, 2010) - 2
Bah... O mais legal do seriado era justamente a amizade das quatro, e nesse aqui isso parece tão distante, tão fraco e superficialmente explorado (poucas vezes realmente focam nisso de forma mais bacaninha, como a cena da foto). O filme praticamente foca em uns dramas pessoais bem bobildos, como o da Charlotte preocupada com a babá gostosona e a Carrie em uma TPM quase que eterna, e isso pq o cara decide relaxar no sofá. A mulher ta um porre, a Miranda não existe nesse, e a Samanta até que tenta salvar o dia, mas não é o suficiente. Incrível como tudo é praticamente bem mais desinteressante do que o apresentado no seriado. E falando em superficial, nossa, deprimente a execução do lance de "mulheres, libertem-se da tirania dos seus machos!" e como fazer isso? se entupindo de Dolce & Gabbana e Armani. Nada contra filmes fúteis, desde que eles não sejam apenas isso.
Tudo Pode Dar Certo (Woody Allen, 2009) - 8,5
Baita Allen. Sei lá o que o pessoal tem contra os filmes do cara dessa década, pra mim ainda são ótimos, e esse aqui só confirma. O Allen reconstrói toda sua persona já exaustivamente encarnada e eleva o negativismo, o pessimismo e o rabugentismo pra um nível insuperável. O Larry David aqui é apenas o lado podre do Allen, o vômito dele, o cara colocando pra fora toda a mediocridade que ele enxerga na sociedade, a incoerência emocional, e etc. E o Allen fala pra platéia, apontando o dedo pra cara. Tem como não curtir um personagem assim? Nem tem.
Tragam-me A Cabeça De Alfredo Garcia (Sam Peckinpah, 1974) - 9,5
Primeira metade o Peckinpah faz um road movie delicioso, do cara e sua garota partindo pela estrada em busca da cabeça que lhe fariam ricos, e a condução disso é sensacional. Ele cria um romance latino apaixonante por aqueles asfaltos, criando um questionamento bem razoável de que se realmente o destino da viagem é tão necessário e válido (daquele tipo se eles já não têm tudo do que precisam e blábláblás). E quando finalmente chegam, e a merda acontece, vira uma carnificina pra macho, um filme de vingança pra ser pego como exemplo. São muitos filmes e axplorarem esses dois sentimentos, amor e vingança, mas dos que assisti, esse é o que consegue ser o mais intenso em ambas as partes.

A
Centópeia Humana (Tom Six, 2010) - 7
Pra mim se saiu muito bem, já que conseguiu atingir a proposta: é revoltante e angustiante a maioria do tempo. E o mais legal é a personalidade totalmente surtada do doutor, um psicopa doentio que causa calafrios mesmo.
Pagando Bem, Que Mal Tem? (Kevin Smith, 2008) - 5,5
Me decepcionou um pouco, principalmente sendo uma comédia de quem é. Começa muito bem, momentos engraçadissímos (star wars), mas depois que o filme descamba pro emocional, que o sentimento é envolvido... bah, cai muito, e fica por aí. Bacaninha, e só.
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (Michel Gondry, 2004) - 8,5
Melhorou ainda mais nessa revisada. É comovente mesmo ver as lembranças sendo destruídas na mesma proporção em que o arrependimento pelo ato vai crescendo, angusitante. E como reflexo disso um dos romances mais bonitos e espirituosos da década passada.
Fuga de Nova York (John Carpenter, 1981) - 9,5
Não lembrava que era tão bom! eu sempre coloquei o L.A. muito na frente desse, mas agora ambos estão quase pau a pau (mas L.A. ainda tem uma pequena vantagem). Putz, a foto disso aqui é monstruosa, o Carpenter transforma aquela Nova York em um bueiro mesmo, e a cena das pessoas saindo do chão é pra soltar gozinhos.
O Exterminador do Futuro 2 (James Cameron, 1991) - 10
Esse eu não vou enjoar nunca. O tio Schwarza cria o fodidão mais cool ever, e o mais legal é que ele pode colocar toda essa fodidozidade contra uma das ameaças mais fodas ever, que é o T1000. Não fica desproporcional, é o confronto de dois gigante detonando tudo pela cidade, é ogro demais isso aqui. E o que faz eu curtir bem mais esse do que o primeiro é uma coisa muito simples: o humor. No primeiro o Terminator é algo bem mais sério, bem mais focado, bem menos espirituoso, já nesse não, o governador sabe que é foda e faz questão de demonstrar isso o tempo todo. E que trilha, pqp.
Madrugada dos Mortos (Zack Snyder, 2004) - 9,5
Só a abertura com o som do Cash já vale o filme, mas ainda tem também uma faceta bem bacana e não tão explorada no filme de 78: a numerosidade dos sobreviventes no shopping faz o cara criar uns draminhas bem bacanas no meio da selvageria. Se no filme do Romero ele concentra toda a carga nos personagens principais, aqui o Znyder prefere brincar com o estereotipo, tratando cada um de forma superficial até, e apostando todas as fichas que o ambiente (mundo atacado por zumbis) é que dite a força aos personagens. São pessoas comum, vivendo suas vidas comuns em um ambiente cercado por mortos-vivos, e a idéia por si só já é divertida, e no filme fica também. Claro que não tem toda a profundidade criada pelo original, esse aqui é bem mais leve e em tom de brincadeira, mas diverte muito também.