
Que lamentável isso. Já nos primeiros cinco minutos eu imaginei que não teria como o filme se manter interessante por uma hora e meia naquela caixão, mas também não pensei que seria tão porco. O cara tinha um puta material pra pelo menos criar algumas situações sufocantes aqui ou ali, mas definitivamente não funciona em momento algum. A única coisa que o Ryan Reynolds faz é gritar e gemer. As tentativas de resgate no telefone são inacreditavelmente ridículas, o texto é lamentável. As atitudes do protagonista beiram a mongolice, e estou dando o devido desconto ao nervosismo da situação. 60% do filme é uma tela preta, os outros 40 são a cara do Ryan Reynolds iluminada e aquela expressão de medo dele constrangedora. Vez ou outra a câmera tenta dar uns loopings naquele caixão, fazer umas piruetas, mas a pretensão chega a ser involuntariamente hilária. Isso aqui é um desastre do primeiro ao ultimo minuto.

3 comentários:
Sem falar que o Ryan Reynolds não parece o tipo de ator que seguraria uma proposta muito dramática. Não estou dizendo que ele não seja capaz, só que não parece ser :B
Enfim, por aí a gente já vê.
Acho o Ryan Reynolds um ótimo ator. Ele faz um trabalho ótimo interpretando uma personagem em uma situação nada agradável como aquela. Achei o filme excelente. Um ótimo horror que lida com o psicológico sem ter que ir pras asneiras sangrentas de sempre.
Eu vi que o filme foi bem aceito e tal. E a ideia realmente é boa (tanto é que tava bem ansioso), o problema pra mim é que caiu nas mãos de alguém totalmente incompetente pra levar ela adiante. Tanto o diretor quanto o roteiro não tinham recursos nenhum pra manter a situação tensa durante a uma hora e pouca. Mas uma coisa que realmente me incomodou foi esse personagem do Ryan Reynolds. É tortuoso ter que acompanhar ele durante esse tempo todo. O personagem é insuportável, é arrogante, é imbecil... O que seria passável, se ele tivesse qualquer carisma, o que aqui também não é o caso. Só aí tu já perde algo absurdamente fundamental pra manter a situação minimamente tensa, que é sofrer pelo personagem. Não tendo isso, daí a carga ficaria depositada no talento do diretor em criar situações suficientemente tensas por elas só. Mas o cara usa o mesmo recurso o FILME TODO: ele deixa a câmera focada no rosto do Ryan Reynolds (apostando na dramaticidade que ele poderia carregar, fail) ou faz com que a ação se passe em momentos escuros, apostando no recurso de gemidos pra causar alguma sensação de angustia. E que em se tratando de direção, é uma das decisões mais cagalhonas que eu vi nos ultimos sei lá quantos anos.
E não sei o que pensar do Ryan Reynolds, além desse só vi uns 3 filmes do cara (lembro do Wolverine, Três Vezes Amor e Adventureland). Nunca achei que ele foi mal em algum deles, mas também nunca entregou nada muito acima da média (e curioso que em Adventureland onde aparece várias atuações bem bacanas, a dele é justamente a que menos se destaca...). Nesse Enterrado Vivo foi a unica vez que achei a atuação dele realmente lamentável.
Mas sei lá, já to começando a pensar que o máximo dele ainda é algo bem medíocre. O cara até aqui mostrou pouquíssimos recursos.
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