segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Capitão América: O Primeiro Vingador





O grande mérito mesmo é o resgate daquele climão dos filmes de ação/aventura dos anos 80, e que felizmente não fica apenas no visual, mas em toda aquela atmosfera deliciosa.

Eu já curti pra caramba o Loki, mas o Caveira Vermelha veio pra ser o melhor vilão dos filmes pré-vingadores (e ao contrário de muitos eu adoro o Jeff Bridges no primeiro Homem de Ferro). Aquele cara realmente parece ser uma versão ultramasterizada do Hitler, sem a afetação toda, como se realmente fosse um nazi lunático que voltou do inferno. Disparado o melhor vilão. E fora que o ator é bom demais, pegando uma hora especifica do filme, quando o Capitão vai salvar o Bucky e ele dá de cara pela primeira vez com o Caveira, e esse dá todo o discurso do quanto não são mais humanos e não deveriam ter medo de nada e etc... E daí o Capitão questiona do pq ele estar fugindo, e o Caveira só solta um sorrisinho de canto enquanto a porta do elevador se fecha. Putz, aquilo ajuda a deixar a rivalidade muito mais calorosa, muito mais epidérmica, e esses exemplos são super frequentes, de rivalidades que se cria por expressões, como o Caveira sentir uma inveja tremenda do Capitão já que o soro foi aplicado nele espontaneamente pelo criador. Esse tipo de coisa faz com que a rivalidade deles não se torne meramente um lance do herói que por um acaso esbarrou com o vilão e precisa para-lo. Não, a sensação de opostos absolutos e mesmo assim de únicos iguais é passada muito forte. O Caveira não é apenas mais um vilão do universo Marvel, ele é um vilão do Capitão e apenas esse pode parar, como tem que ser. Achei a duplinha demais.

Outro que mandou bem foi o Evans. Pra mim o personagem mais difícil de interpretar do filme, já que o Capitão tem toda aquela má fama do patriotismo cego, e qualquer derrapada poderia fazer o personagem se tornar um porre. Mérito do Evans (e da direção e roteiro também, claro), que fez um Steve Rogers impossível de não admirar, carregado com um ideal (sem bandeira) tão forte que o desespero dele pra simplesmente fazer o certo é passado com uma naturalidade incrível. Esse cara pra mim me passa a total sensação de quem pode liderar Os Vingadores, seja com um Deus do trovão vindo de Asgard ou um arrogante/egocêntrico/genial que construiu a armadura mais poderosa do mundo. Quando ele chega seguido por todas as pessoas que ele salvou naquela fábrica do Caveira, e todos os soldados começam o aplaudir e gritar o seu nome, aquilo poderia ter soado absurdamente forçado... Mas não, era o Capitão, ele merecia aquilo tudo. E aliás, todo aquele afeto que o cientista criou por ele se torna super justificável, o Steve Rogers mesmo sem capitão sempre foi admirável, e essa relação dos dois, mesmo que curta, é um dos maiores méritos do filme. Baita trabalho, Evans!

E também não acho que ele sofra do tão temido efeito fast food. Pelo menos pra mim algumas cenas vão ficar bem cravadas na memória, como todo o treinamento do Steve Rogers para se tornar o Capitão, o resgate na fábrica, o primeiro confronto com o Caveira, a cena no avião (e divertido pacas a luta dele naquele foguetinho com hélice)...

E tem o Tommy Lee Jones chutando bundas adoidado. O cara brinca de ser foda.

Baita filme. Uma das experiências mais divertidas e empolgantes vindas de filmes de heróis.

Um comentário:

Pri Zorzi disse...

Eu gostei da atuação do Agente Smith, até consegui pensar que ele é o Hugo Weaving :B Mas mesmo assim, ainda acho que ele fica devendo (e muito) pro Loki do Tom Hiddleston, que eu adorei.

O Evans acertou mesmo, e olha que em tempos de "Estados Unidos são o Grande Satã" é muito fácil as pessoas não gostarem de um herói intitulado "Capitão América". Mas aí um baita mérito foi terem dedicado um bom tempo a desenvolver o Steve Rogers magrelo pré-Capitão. O personagem te pega aí ou não te pega mais.

O filme é tri, sim. Claro que tem coisas que acho que poderiam ter sido melhor desenvolvidas, mas não fiquei com aquela sensação de que foi tudo "corrido" como fiquei com Thor.