terça-feira, 14 de julho de 2009

Todo Mundo Quase Morto (Edgard Wright, 2004) - 10


Bah, gostei bem mais agora (e já adorava). A cena dele planejando o que fazer, resgatar a mãe, depois a namorada, etc, é muito op. hauhauahuah

Príncipe das Sombras (John Carpenter, 1987) - 10


O mestre sabe das coisas, e o mal vem da igreja. [zeber] E a tia ali em cima é um negóciozinho bem macabro, hein.

Teeth - Vagina Dentada (Mitchell Lichtenstein, 2007) - 2


Huuahuahua, que filme retardado. Bah, como o cara conseguiu estragar um tema que envolve buceta com dentes? Sério, ele não tinha a minima noção do que fazer. Como se uma gostosona nua se oferecesse para um nerd sem braços e pedisse pra ser possuída, seria demais pra ele. Até concordo que o humor seja bem voluntário, mas a involuntariedade aí é que o cara acha que é engraçado, e não é, ou na verdade é, mas apenas pq é totalmente sem graça, sustentado apenas pela presença da buceta com dentes. E na verdade coloca umas aspas aí na presença, já que vou falar, a buceta nem aparece! Mas enfim, mesmo que de forma intuitiva a presença dela ta ali, o que salva um pouco. Mas poxa, podia ser op, e é muito ruim.

Fuga de Los Angeles (John Carpenter, 1996) - 10


É absurdamente fantástico, genial, entre os melhores do mundo. Snake Plissken é sem dúvidas o maior fdp que esse cara já criou. Aqui, muito mais que o primeiro, o filme caminha em um ritmo totalmente pausado, mostrando o personagem com a calma de um western, naquele ritmo lento, sempre intensificando a aura intimidadora dele com uma trilha adequanda e etc. Aliás, ele é muito mais western que qualquer outra coisa, não é exagero algum falar que Snake é o novo Blondie, ou o mais próximo que alguém conseguiu chegar desse. Praticamente um andarilho sem espaço pra vagar: um mundo caótico, sem regras ou leis, apenas movido por impulsos revolucionários; e o oposto extremo disso, onde todos são obrigados a viver em um regime absoluto de regras. E mesmo assim ambos compartilham do mesma merda: o ser humano, seja esse de um regime anarquista ou ditatorial. E o foda-se final é dos negócios mais absurdos do cinema, uma coisa que só um Carpenter teria a coragem de fazer. Enfim, é demais mesmo, aquela cena da quadra de basquete deve ta no top 5 de cenas desse cara (e isso é uma grande coisa). E o ritmo do filme é um negócio sem explicação (não que isso seja algo excluivo desse aqui, é uma constante na carreira do cara, mas enfim, é obrigação comentar).

X-Men 3 (Brett Ratner, 2006) - 8


É muito bom também, só que esse aqui oscila bem mais do que o 2, e os melhores momentos desse também não se comparam aos melhores do outro. Ta certo que é uma suruba de mutantes, sem muito espaço pra desenvolvimento e etc, e o que pra mim nem foi muito necessário, já que nos outros dois isso é feito muito bem. Quem sai perdendo é quem da as caras pela primeira vez aqui, como a guriazinha que atravessa paredes ou o Fanático. Mas enfim, não acho o cuidando com esses personagens tão necessários também, já que o legal deles é o poder mesmo. E putz, o que é aquele anjo? O Fera foi exceção, em poucos minutos já parecia que fazia parte dos filmes antigos. A parte que o Xavier morre é muito boa, e adoro aquele final apoteótico também.


cyclope.. loser [/nelson]

X-Men 2 (Bryan Singer, 2003) - 9


Bah, ficou do nível de HA2 pra mim agora. É coisa incrível a regularidade, a fluídez e etc. Aliás, nesse sentido, não tem nenhum outro filme de herói que se compare a ele. Parece um episódeozão mesmo. E difícil um filme do tipo ter tantas cenas fodonas, como a do começo do Noturno tentando matar o presidente, a invasão da mansão, os policias cercando a casa aquela, aquele final mega foda de etc e etc. Acho que pode ser o melhor filme de HQ, talvez.

Crepúsculo dos Deuses (Billy Wilder, 1950) - 10


A Gloria Swanson descendo aquelas escadas, o close final, rumo ao camarim que provavelmente nunca mais deixaria. E intimidando a câmera de uma forma não menos hipnótica que o Clintão nos filmes do Leone, brilhando mais do que qualquer coisa ali. Como é possível alguém transbordar imponencia e fragilidade, respeito e pena, glamour e mau gosto? e tudo em proporções extremas... É inacredítavel o que ela alcança. É algo, sei lá, hipnótico, explosivo.