
É absurdamente fantástico, genial, entre os melhores do mundo. Snake Plissken é sem dúvidas o maior fdp que esse cara já criou. Aqui, muito mais que o primeiro, o filme caminha em um ritmo totalmente pausado, mostrando o personagem com a calma de um western, naquele ritmo lento, sempre intensificando a aura intimidadora dele com uma trilha adequanda e etc. Aliás, ele é muito mais western que qualquer outra coisa, não é exagero algum falar que Snake é o novo Blondie, ou o mais próximo que alguém conseguiu chegar desse. Praticamente um andarilho sem espaço pra vagar: um mundo caótico, sem regras ou leis, apenas movido por impulsos revolucionários; e o oposto extremo disso, onde todos são obrigados a viver em um regime absoluto de regras. E mesmo assim ambos compartilham do mesma merda: o ser humano, seja esse de um regime anarquista ou ditatorial. E o foda-se final é dos negócios mais absurdos do cinema, uma coisa que só um Carpenter teria a coragem de fazer. Enfim, é demais mesmo, aquela cena da quadra de basquete deve ta no top 5 de cenas desse cara (e isso é uma grande coisa). E o ritmo do filme é um negócio sem explicação (não que isso seja algo excluivo desse aqui, é uma constante na carreira do cara, mas enfim, é obrigação comentar).

Nenhum comentário:
Postar um comentário