terça-feira, 14 de julho de 2009

Carrie, A Estranha (Carrie / Brian De Palma, 1976) - 10/10


Totalmente surtado e pervertido. A tomada inicial no vestiário feminino, com aqueles corpos nus pulando, peitos, pelos... pra todos os lados, é uma maravilha. E a trilha acompanha o paraíso que o De Palma filma, quase como uma orquestra de luxuria, é fechar os olhos e se imaginar ali no meio, comendo uvas das mãos das pirainhas colegiais. E logo em seguida vemos Carrie, e sangue, e aquelas bucetinhas peludas mostrando que podem ser tão demoniacas quanto são excitantes. Carrie White é uma santa, é daquelas pessoas que se tivessem nascido há séculos atrás, hoje estaria sendo discutida em livros de religião, assim como Maria, Moisés ou Jesus. A cena final é praticamente uma releitura da crucificação: Carrie ensopada de sangue, na frente de uma multidão de alucinados. São as pessoas transformando uma santa em um demônio, de novo. Só que ao em vez Jesus gritar para perdoa-las, tivesse tirado uma metralhadora das costas e começasse a fuzilar todo mundo. Se não há lugar para uma santa, então que toque o diabo, e é isso que Carrie faz. O De Palma devia ta mordendo os lábios, com uma cara de pervetido e batendo punheta enquanto filmava o massacre final todo, que é docaralho.


Mas o maior demônio aí não é Carrie, não é a mãe dela, e muito menos as colegiais. A coisa mais demoniaca do filme é esse fdp do De Palma filmando.

Nenhum comentário: