
Pelo que eu tava vendo até os 30, 35 minutos iniciais (e tava achando tudo muito ruim), me surpreendi muito depois. No final fiquei com o sentimento que o filme é muito bom, o negócio é que ele podia ser mais que isso se o Sean Penn não fosse de um extremo ao outro de forma tão radical. Existem cenas lindas, visualmente o filme é muito bonito, o problema pra mim foi essa narrativa quase que ininterrupta, que filosofa até quando o guri vai cagar. Existem passagens de muito mal gosto, o negócio é que ele tenta filmar cada cena como se fosse uma pintura, e por muitas vezes ele passa do tom, saturando a câmera lenta, deixando deselegante essa busca por significado e etc. Mas em outras ele acerta em cheio. Aliás, o filme fica constantemente nesse limite, do emocionante ao brega, e oscila demais pros dois lados. O bom é que as partes realmente bonitas, são bem bonitas. Todos as partes com os personagens que ele encontra pelo caminho são interessantes, marcantes, principalmente a final, quando o velho e ele se despedem, e esse pede para adota-lo, para que fosse parte da familia. Aí o Sean Penn acerta em cheio, me lembrou muito o Clintão filmando Menina de Ouro ou As Pontes de Madison, onde consegue impedir que toda a dramaticidade da cena fique um melosão piegas. E a trilha é demais.

Um comentário:
Kaki King tem duas, ou três músicas. É lindo mesmo.
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