segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Annie Hall (Woody Allen, 1977)


Ótimo ter revisado. A impressão aqui é de assistir o Woody Allen mais inquieto da carreira. É uma enxurrada de diálogos, no sentido de tu não poder virar pro lado senão perde um, e em um dos momentos onde ele se mostra mais inspirado pra isso. Todos os outros com foco parecido começam a parecer apenas fragmentos de luxo desse aqui (tirando Manhattan, claro). Dessas comédias neuróticas onde ele foca exaustivamente a obsessão paranóica pela morte, e, principalmente, a incoerência hilariante dos relacionamentos, aqui é onde ele consegue ser mais denso, mais interessante, mais genial, e sem nunca perder o deboche característico. A cena onde a Diane Keaton (que atuação, minha nossa) sai do corpo durante o sexo, ou toda a sequência envolvendo o primeiro encontro dos dois, chega a dar vontade de aplaudir, de tão genial. Fica difícil adjetivar esse de outra forma. Quem quer entender porque o cara é gênio pode começar por esse.

4 comentários:

Pri Zorzi disse...

É outro nível de filme, não adianta. Um dos melhores filmes sobre relacionamentos que eu já vi, a visão do cara é inspirada demais.

Thiago disse...

Então espera por Manhattan. :B E um pouco diferente, também por Memórias.

Fabiano Augusto disse...

Ainda prefiro Axkaban, mas esse é bem bão também. O 5 e o 6 tenho que rever antes do novo. Não lembro praticamente de nada.

Abraço.

Pri Zorzi disse...

Hahaha, comentou no post errado xD